Galeria Histórica

Linha do Tempo

248 – 206 milhões de anos
Triássico
O supercontinente Pangea (Pan = todo, gea = terra) começa a se desagregar, dando origem aos continentes modernos.
248 – 206 milhões de anos
206 – 142 milhões de anos
Jurássico
Com o desmembramento da Pangea (limite com o cretáceo), a América do Sul separa-se da África (supercontinente Gondwana) ocupando sua posição atual. As formações geológicas locais documentam importantes mudanças ocorridas nas áreas secundária e terciária, a exemplo da formação Botucatu (arenito) ocorrida há 130 milhões de anos, o que comprova a existência de um grande deserto por aqui neste período, por sua vez, a formação serra geral (aproximadamente 120 milhões de anos) é o resultado de sucessivos derramamentos basálticos, originadores do planalto sul-brasileiro.
206 – 142 milhões de anos
Aproximadamente 12.000 anos
Caçadores, Coletores, Pescadores Pré-Históricos (Homem do Sambaqui)
É bem provável que tenham sido paleoamenrídios que ingressaram em nosso continente por uma via antártica (Estreito de Bering) aproveitando as possibilidades de um planeta em processo de desgelo. Isto ocorreu há aproximadamente 12.000 anos antes do presente, na era quaternária, no limite entre os períodos Pleistoceno e Holoceno. A linha de costa da região estava 150 metros abaixo do atual nível. Torres, neste contexto estava muito afastada do oceano. Estes nômades e semi-nômades foram os “formadores” dos sítios sambaquianos e das estações líticas.
Aproximadamente 12.000 anos
Antes do Século XV até XVII
Comunidades Indígenas
Provavelmente tenham iniciado com os guaianazes (Guaianás ou Tapuias, do ramo Gê), que por sua vez, teriam sido a “evolução natural” dos primitivos habitantes, foram suplantados tecnologicamente pelos cariós e arachás (ramo Guarani), povoadores da faixa litorânea compreendida entre Torres e Tramandaí e também entre os Estados de Santa Catarina até São Paulo.
Antes do Século XV até XVII
1514
Torres é definida como “Ilha da Baya”, pelo português João de Lisboa
1514
1617 - 1619
Jesuítas no litoral
Os padres jesuítas João Fernandes Gato e João de Almeida, originários de Laguna, “fundam” as missões.
1617 - 1619
Meados do Século XVII
“Vazio Humano”
Doenças “importadas”, catequização jesuítica, escravização e genocídio levam ao “desaparecimento” dos nativos na região.
Meados do Século XVII
Século XVII
Ciclo da Prata e do Ouro
“Excursões” ou “expedições” em busca de mão de obra indígena escrava, apesar da escassez desse “material humano” não deixaram de percorrer este caminho litorâneo, entre Laguna e Tramandaí.
Século XVII
1680
Reconhecimento da Costa Litorânea e Navegação Lacustre
O fundador de Laguna, Manoel Jordão da Silva junto com Domingos de Brito Peixoto buscavam metais preciosos em nossa costa. Não lograram seu intento, contudo, forma alguns dos primeiros conhecedores das vias marítimas e do potencial lacustre regional.
1680
1721
O já referido Domingos de Brito Peixoto recebe o título de Capitão-Mor de Laguna (com jurisdição até Rio Grande de São Pedro). Expedição terrestre, comandada por João de Magalhães, passa por Torres, quando desloca-se para dar início ao povoamento de Rio Grande.
1721
A partir de 1730
Tropeiros, sorocabanos e lagunistas, em suas “idas e vindas” intensificam o “tráfego/tráfico humano”, no corredor litorâneo torrense
A partir de 1730
Cerca de Pregos
Estabelecimento rural (entre a Lagoa e o Morro da Itapeva), organizado pelo Coronel Português Diogo Cardoso Osório para servir de confinamento aos cavalos utilizados pelo Regimento dos Dragões, que atuaria na guerra da Província Cisplatina (o atual Uruguai), região então disputada pelas duas coroas ibéricas.
1738
Diogo Soares (cartógrafo) menciona pela primeira vez o nome Torres em um mapa.
1738
1750
Tratado de Madri
Após selar o “acordo diplomático”, Espanha e Portugal reconhecem, reciprocamente, o uso útil das terras delimitadas e a cada coroa destinadas. Depois do tratado, o primeiro personagem luso importante a percorrer o limite fronteiriço nele estabelecido foi o General Gomes Freire de Andrade (Governador da Repartição Sul do Brasil e Comissário da demarcação de limites, em 1752).
1750
Segunda metade do século XVIII
Guarda e registro
Transferida de Tramandaí para Torres, na década de 1770.
Segunda metade do século XVIII
1777
Forte São Diogo das Torres
O “perigo castelhano” rondava o extremo sul brasileiro, a partir da tomada de Nossa Senhora do Desterro. Tomar Torres, por terra, era isolar toda uma região. Constroi-se o forte (o Marechal sueco Jacques Funck e o Coronel João Alves são os responsáveis pela obra). Com isso a Guarda e Registro é transferida da Itapeva para a Torre Norte, estando localizada então em zona fronteiriça à construção militar. O Tratado de Santo Ildefonso, do mesmo ano, determina a “destivação” do forte. Os dois impérios (Espanha e Portugal) voltam a ter boas relações diplomáticas.
1777
Fim do século XVIII
Presença Açoriana
Vindos do Desterro (Florianópolis) e de Laguna instalaram-se em propriedades rurais entre os “campos da Itapeva” e a “Estância do Meio”, a atual Arroio do Sal.
Fim do século XVIII
Última década do Século XVIII
Novo forte é construido sobre os escombros do primeiro. O “perigo castelhano” volta a assombrar. Um tenente, sem nome para a história, comandou o fortim.
Última década do Século XVIII
1801
Extinta a na Comissão de Demarcação das Fronteiras entre Portugal e Espanha o Sargento Manoel Ferreira Porto - aquartelado na ocasião no Acampamento Militar de Santa Maria da Boca do Monte - é transferido para a Guarda e Registro das Torres.
1801
1801-1812
Após ter optado por permanecer nas Torres Manoel Ferreira Porto inicia a construção gradativa de uma casa - em um sítio do lado sul do Quartel - para abrigar a sua família. Em 1812 ele é promovido a Alferes e aposentado por "padecer de efetivas moléstias. Permaneceu no comando.
1801-1812
1815 - 1816
Pelo diário do bispo da Corte do RJ Dom José Caetano da Silva Coutinho, se conhece que em outubro de 1815 em viagem apostólica ao sul, ele foi recebido e abrigado para pernoite na residência do Alferes - hoje a Casa Nº1 - ao qual "família muito se afeiçoou e lhes concedeu autorização para a edificação de uma capela". O mesmo documento registra em janeiro de 1816 outro pernoite com uma recomendação adicional ao Alferes para arrecadar fundos para iniciar a obra. Em julho de 1816 o Alferes recebe "Carta de Título de Chão" - disponível no Arquivo AHRS – legalizando o seu sítio medindo 10 por 20 braças (22m x 44m). Hoje essas medidas estão totalmente preservadas nos valores originais juntamente com o que resta da Casa Nº1 reformada mais de uma vez.
1815 - 1816
1816
Casa nº 1
Sua construção foi progressiva a partir da primeira década de 1800 sendo o sítio legalizado em 1816 através de "título de Chão". Hospedou figuras importantes como bispo da Corte do Rio de Janeiro Dom José Caetano da Silva Coutinho em 1815 e 1816, e ainda, o naturalista francês Saint Hilaire em 1820. Foi arquitetada para servir de residência para a família do Alferes Manoel Ferreira Porto que foi responsável pela sua construção. Ao longo do tempo sofreu reformas e ampliações, bem como, trocou de proprietários em 1928. Localizada na encosta da Torre do Norte deu origem ao núcleo urbano local com a "capella", que mais tarde foi construída ao seu lado e inaugurada em 1824.
1816
1820
O naturalista francês Saint-Hilaire registrou em seu diário de viagem, que foi hospedado nas Torres na casa do Alferes comandante nos dias 04 e 05 de junho de 1820. Escreveu que foi "muito bem recebido [...] onde ficarei sozinho e donde se avista o lago" (Lago das Torres hoje Lagoa do Violão). Adicionalmente nos legou que encontrou o quadro/ alicerces da futura igreja já em andamento por ocasião de sua estada no local. As evidências desses registros certificam que a Casa Nº1 precede em antiguidade a capela inicial de São Domingos das Torres - que foi efetivada em 1824 - ajudando a atrair populações para o local.
1820
1825
Neste período surge uma controvérsia que ecoará até nossos dias. Pinturas atribuídas ao aquarelista francês Jean Baptiste Debret sobre Torres, poderiam não ser de sua autoria, e sim do comerciante Nicolas Dreys. Ainda neste ano, comemora-se na localidade o reconhecimento, por parte de Portugal, da “Independência” do Brasil. Novo ato cívico ocorreu no então distrito patrulhense. Este ano marcou também a intensa movimentação de militares por nosso corredor litorâneo. Sempre aquartelavam-se no perímetro do então Baloarte.
1825
1826
Uma colonização germânica “planejada” é destinada a Torres. São protagonistas da empreitada José Feliciano Pinheiro (Presidente da província) e Francisco de Paula Soares (comandante do Baloarte e “agente” da imigração). Depois de uma penosa “Via-crúcis”, por mar e por terra, os imigrantes chegam a Torres. No ano seguinte os protestantes são instalados no vale do rio Três Forquilhas. Os católicos tiveram que esperar mais uma volta do calendário para serem estabelecidos entre a Lagoa do Jacaré e o Morro do Forno. Ainda neste ano, comemora-se na localidade o reconhecimento, por parte de Portugal, da “Independência” do Brasil. Novo ato cívico ocorreu no então distrito patrulhense. Este ano marcou também a intensa movimentação de militares por nosso corredor litorâneo. Sempre aquartelavam-se no perímetro do então Baloarte.
1826
Dezembro de 1826
Dom Pedro Primeiro percorre por duas vezes o sítio torrense. Vem em missão militar. No deslocamento de retorno à corte, é aqui que recebe a notícia da morte da Imperatriz Dona Leopoldina. Este ano marcou também a intensa movimentação de militares por nosso corredor litorâneo. Sempre aquartelavam-se no perímetro do então Baloarte.
Dezembro de 1826
Fevereiro de 1827
O futuro visconde de São Leopoldo, já como presidente constitucional da província, é convidado a inaugurar o “Portão Riograndense” Em setembro do mesmo ano, o Fortin de Torres é “promovido” à categoria de presídio, recebendo um contingente de soldados guaranís (era comandado pelo Tenente-Coronel Francisco de Paula Soares, e havia sido renomeado com a alcunha de Baloarte Ipiranga). Ainda neste ano (em 12 de outubro) pela primeira vez é hasteado, em Torres, o Panteão Nacional, sendo que no mesmo ato cívico uma salva de tiros de canhão saldou os dois anos da aclamação de Don Pedro Primeiro como Imperador Brasileiro.
Fevereiro de 1827
1835 – 1845
Durante a Revolução Farroupilha Torres “vê” constantemente seu território ser dominado hora por “forças legalistas”, hora por “forças revoltosas”.
1835 – 1845
Década de 1840
Provavelmente, neste período, o Baloarte Ipiranga é “desativado”.
Década de 1840
Século XIX e primeiro quarto do século XX
Por seu condicionamento espacial e físico privilegiado Torres esteve sempre suscetível de ser sacudida pelas constantes beligerâncias que assolaram nosso estado entre o alvorecer do século XIX e o primeiro quarto, ao menos, do século XX. Isto implica, em parte, o “pouco desenvolvimento” social e econômico do município, no período considerado.
Século XIX e primeiro quarto do século XX
21 de Maio de 1878
Torres, por intermédio da lei 1.152 é emancipada de Osório (certidão de nascimento monárquica). Passa da condição de freguesia para a de vila. Em 1887 Torres é “rebaixada” e novamente reanexada ao “município-mãe”. Apenas em 22 de novembro de 1890 (ato 62), voltamos a condição de vila (certidão de nascimento republicana).
21 de Maio de 1878
7 de Setembro de 1884
O conselho municipal (Câmara de Vereadores da época, que também exercia funções executivas) deliberou finda a escravidão negra em nosso município. Com tudo, esta abolição parece ter sido mais um ato de fisiologismo do que uma ação realmente comprometida.
7 de Setembro de 1884
Período entre o Primeiro Império e o Estado Novo
São apresentados vários projetos relativos à construção de um grande porto marítimo em Torres. Por razões “políticas” e não meramente técnicas, todos são abandonados.
Período entre o Primeiro Império e o Estado Novo
Década de 1890
Vindos de munípios serranos, e estabelecendo-se na localidade de Morro Azul, decendentes dos primeiros imigrantes italianos a firmarem raízes no Estado do Rio Grande do Sul, foram ascentados em nosso município.
Década de 1890
1893 - 1895
Revolução Federalista
Na insana e fratricida Revolução Federalista (oficiosamente ocorrida entre 1893 e 1895), vários foram os eventos locais que mancharam de sangue e decapitações o solo do nosso outrora pequeno paraíso terrestre. A pacata rotina torrense foi tão alterada no período, que só em um evento da beligerância, entre 1893 e 1894, um contingente de aproximadamente 2000 soldados acampou em nossa humilde vila (representevam os “Legalistas” ou “Republicanos”).
1893 - 1895
1898
Colocação do sino da igreja
1898
1912
Instalado o primeiro farol em Torres
1912
1915
O empreendimento conhecido como Balneário Picoral é inaugurado. A atividade turística tem um grande avanço em nossa cidade.
1915
Virada do século XIX para o XX
- “Descoberta” da “Balneoterapia”; – Várias pesquisas arqueológicas são realizadas por renomados cientistas e naturalistas (Roquete Pinto, Antônio Serrano); – A primeira estação meteorológica (Gaiuta) é instalada em Torres.
Virada do século XIX para o XX
Início do século XX
Era Pacheco
Surge a figura do Coronel Pacheco (João Pacheco de Freitas) por um quarto de século será o maior expoente da política local (Partido Republicano).
Início do século XX
Primeiro Acidente Aéreo
O hidroavião (Prefixo P-BAFA) protagoniza o primeiro acidente aéreo do Rio Grande do Sul, ocorrido no Rio Mampituba.
1923 – 1930
Neste período revolucionário, por sua posição estratégica, em termos geográficos, Torres assume papel relevante.
1923 – 1930
1936
Fundação da SAPT
1936
Início da década de 1950
Governo do Estado começa o processo de desapropriações que dará origem ao Parque Estadual da Guarita.
Início da década de 1950
1967 - 1973
Fixação da Barra do Rio Mampituba.
1967 - 1973
1975
Criação do Parque Estadual da Guarita.
1975
1983
Criação da Reserva Ecológica Federal da Ilha dos Lobos.
1983
1983
Tombamento da Igreja Matriz São Domingos.
1983
1985
Nova Ponte Pênsil.
1985
2002
Criação do Parque Estadual da Itapeva.
2002
2017
Término do restauro da Igreja Matriz São Domingos.
2017

Prefeitos de Torres

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