Homenagem de Torres a Nabor de Azevedo Guazzelli na Semana do Meio Ambiente

Nascido em Porto Alegre, em 1923, durante toda sua infância e juventude frequentou, em suas férias, a fazenda de seu avô na cidade de Vacaria, adquirindo desde cedo o gosto pela natureza e agricultura.
Na década de 1940, após se formar como Oficial da Reserva pelo CPOR de Porto Alegre, estudou e se graduou em Engenharia Agronômica pela UFRGS.
Iniciou suas atividades no Posto Agropecuário Federal de Vacaria. Em 1950 ingressou como funcionário do Banco do Brasil, permanecendo nessa Entidade até sua aposentadoria, em 1970. Como bancário, morou em diversos locais do Brasil e Exterior.
Apaixonado por Torres, costumava passar suas férias nessa cidade, sempre encantado com as belezas naturais.
No início da década de 1980, fixou residência, iniciando um belo trabalho social e de defesa do meio ambiente, especialmente para a recuperação da Lagoa do Violão.
Seus estudos chamaram a atenção dos professores das escolas de Torres, que passaram a convidá-lo para dar palestras e assessoramento em aulas práticas de Educação Ambiental.
O laboratório de Biologia da Escola São Domingos foi um dos locais onde o Sr. Nabor, como era chamado, juntamente com o Professor Benedito, fazia seus estudos sobre as condições das águas da Lagoa do Violão.
O Poder Púbico foi contemplado com este estudo, implementando medidas de recuperação da Lagoa, um dos cartões postais da cidade.
Grande incentivador da agroecologia, acompanhou o processo de produção de produtos orgânicos em toda região, junto com um grupo pioneiro que, no início era pequeno, mas arrojado.
Atualmente, os produtos livres de agrotóxicos são comercializados na praça junto à Lagoa. O Sr. Nabor foi uma voz importante na criação da cooperativa ECOTORRES.
Foi no Instituto Estadual Marcilio Dias que o Sr. Nabor, educadores e educadoras fundaram a Organização Ambientalista ONDA VERDE.
A Entidade, tendo sempre na linha de frente o Sr. Nabor, foi fundamental para criação do Parque Estadual de Itapeva, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Mampituba, entre outras ações ambientais importantes para toda a região.
Faleceu dia 01 de maio deste ano, aos 97 anos, deixando um legado inestimável de trabalho, sabedoria e muito amor ao próximo.
Sempre ativo, contando suas histórias e experiências de uma vida longa e dedicada a ensinar e respeitar toda a vida existente na nossa mãe Terra.
Deixa três filhos e a esposa Lúcia Guazzelli.

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