
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e Pesca vai encaminhar nos próximos dias, documento que solicita a normatização do vazio sanitário em âmbito estadual. A reivindicação resulta de encontro promovido pela Secretaria em Torres, na última sexta-feira, 7 de outubro, na Ulbra, para debater medidas sanitárias na cultura do maracujá no Rio Grande do Sul. O documento deliberado será entregue à Secretaria Estadual de Agricultura Pecuária e Desenvolvimento Rural e foi assinado por instituições representativas da extensão rural, da pesquisa agropecuária, dos poderes executivos municipais, executivos estadual, representatividade sindical e produtores da região.
O encontro alcançou seu objetivo. A Prefeitura promoveu o evento visando que o vazio sanitário seja realizado no Estado regionalmente, em períodos sincronizados. Torres adotou esta iniciativa desde que foi criada há cinco anos a lei do vazio sanitário. A Secretaria junto com a Emater, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – COMDER e Sindicato dos Trabalhadores Rurais sempre reforçam aos agricultores que cultivam maracujá no município de Torres, que realizem o corte das plantas vivas até o dia 30 de junho. O vazio está determinado entre os dias 01/07 até 31/07. A medida vem com fins de prevenção e controle da doença Virose do Endurecimento dos Frutos. O evento contou com a presença do prefeito em exercício, Fábio Amoretti, e a participação do secretário José Vanderlei Brocca.
No documento assinado por todos os presentes no encontro, consta, entre outras manifestações que a cultura de maracujá é um importante componente na matriz econômica dos municípios e que ela encontra no Litoral Norte as condições necessárias e adequadas para o desenvolvimento da cultura e pode assumir papel importante na matriz econômica dos municípios onde ela ainda não está presente. O vazio sanitário é uma das medidas mais importantes de manejo cultural para permitir a manutenção da cultura e que para obter a sua máxima eficiência, deve ser praticado de forma sincronizada.
O documento reforça que a implantação do vazio sanitário sincronizado no município de Torres, desde o ano de 2018, demonstrou ser uma prática eficiente na manutenção da viabilidade da cultura ao longo dos anos, enquanto que onde não foi adotado o manejo, a área plantada reduziu ou desapareceu. Que para a manutenção e expansão da cultura do maracujá na região é necessário obrigação legal desta prática, sincronizada em nível regional. É justificado que é preciso a interlocução com as instituições representativas dos produtores de maracujá para a melhor elaboração das normas legais. Desta maneira, é solicitado que a Secretaria Estadual, dentro de suas competências, adote as providências necessárias para regulamentar o vazio sanitário.
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