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Morro do Farol

Também chamada de Torre Norte, o Morro do Farol é um local de intensa visitação devido a sua beleza natural e perspectiva visual.

Entre os três morros à beira-mar, é o único que tem acesso de carro, sendo o local preferido de moradores e turistas para observar a imensidão do mar. Dele é possível avistar todas as praias, as torres, a lagoa do violão, a serra, as dunas do Parque da Itapeva e a Reserva Ecológica Ilha dos Lobos. É também um local propício para vôos de paraglider e parapente.

O Morro do Farol também é um observatório perfeito das baleias francas. No período de agosto a novembro é comum as baleias francas passarem pelo Rio Grande do Sul. São baleias que procuram águas mais quentes para procriar e ter filhotes.

Em 1777, abrigou um cemitério indígena e o Forte de São Diogo e em 1911 foi construído o primeiro farol.

Ao todo já foram três construções, o primeiro contou com uma estrutura feita em chapas de aço, durou pouco tempo e logo em seguida foi desativado. O primeiro farol com sua torre Mitchell, foi inaugurado no entardecer do dia 25 de janeiro de 1912 pelo mecânico de faróis Alfredo Kurt Schulz. Fabricado na França pela BBT Barbier Bénard Turenne Constructers, foi adquirido em 1908, na época, por 15.020 francos. Todo o material, em placas de aço, incluindo a fonte luminosa que ficava acesa por 12 horas diárias e que consumia sete litros de querosene, pesava 30 toneladas. O farol foi transportado de Laguna até Torres através de carretas puxadas por junta de bois por 170 km. As obras para erguer o farol, construído em posição estratégica para então delimitar as águas dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tiveram início em 1911, sob o governo do intendente municipal de Torres Coronel João Pacheco de Freitas.

No final dos anos 20 do século passado, uma outra construção tomou o lugar do primeiro farol. Esta era uma espécie de andaime, com uma roda em cima, que possuía janelas com cores. Dentro, um lampião iluminava, enquanto a roda girava. Este ficou ativo até a construção do atual, já em alvenaria, azulejado, que foi desativado anos depois. Todos esses foram construídos no que se chama Morro do Farol, um dos locais mais visitados da Mais Bela Praia Gaúcha e onde se pode praticar os voos de paraglider.

Os dois faróis desativados, foram jogados morro abaixo. Naquela época, apesar de não existir uma consciência ecológica, muito menos de preservação do patrimônio. Tanto que foram integrantes da Marinha, responsáveis pelo farol, que jogaram as estruturas fora.
Primeio: funcionou de 1912 até 1928.
Segundo: funcionou de 1928 até 1952.
Terceiro: funcionou de 1952 até. Hoje ainda está e foi ‘cedido” ao ICM-Bio para servir como observatório de nossa fauna marinha sazonal, principalmente os exemplares da Baleia Franca.
No entanto, um quarto farol está localizado um pouco acima do anterior, funciona desde 1993, para antenas transmissoras de sinais.

Além desses, Torres possuí os faróis dos molhes, não tão carismáticos quanto os do morro.

O Museu Histórico Municipal possui em seu acervo o livro “Os Faróis de Torres”, para consulta local.

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